sábado, 10 de setembro de 2011

14 dias 14 fotos

Depois de vos estar a massacrar com historietas da minha viagem, parecem-me merecedores de algumas fotos também :) 

 Quando cheguei a Hong Kong foi com isto que me deparei!  (Wan Chai) 
 Logo no primeiro dia, decidi ir explorar as redondezas e acabei no Star Ferry para Kowloon.
 Felizmente que eu sou dotada de uma capacidade expressiva extraordinária e de grande fluência em linguagem corporal ;) caso contrário a comunicação poderia ter sido um problema. (A minha especialidade era apontar para as coisas)
 O grande motor da viagem: a Universidade de Macau. Se não tivesse que apresentar lá uma comunicação nada disto teria acontecido. As minhas dúvidas em relação aos meandros do meio académico vieram engordadas, no entanto a experiência valeu bem mais que os 8 ETCS de que eu precisava.
 Os casinos em Macau são incontornáveis. Acabam por gerar mixed feelings: atraem e repelem.
Eu fui e joguei, felizmente perdi tudo o que apostei o que me acalenta esperanças para outros campos bem mais importantes.
 "Travessa da Paixão" é um dos muitos nomes deliciosos das ruas de Macau. Por esta altura eu acusei um pouco a falta de companhia, mas no compto geral a viagem fez-se muito bem e fiquei feliz por ter conseguido dar conta do recado por mim mesma. Quando morremos também vamos sozinhos. E a vantagem desta viagem é que voltei :)
 A Disneylândia para adultos poderia ser outra designação do Venetian ou de outro casino qualquer. Reproduz-se ambientes, criam-se ilusões, vendem-se sonhos, remete-se a um mundo de fantasia. Nada daquilo é real. Isto podia ser Veneza, mas não, é dentro do Venetian. Acredite quem quiser. Eu andei de gôndola e ouvi o Sole Mio.

Eu sou uma pessoa religiosa e muito curiosa em relação à religião dos outros. Visitei uma série de templos e fiquei impressionada com o culto budista, os rituais dos seus crentes e os templos. Como não sabia exactamente o que fazer, só me ocorreu fazer o sinal da cruz. Ainda pensei em ir acender uns incensos, mas temi que corresse mal e era uma pena que um templo tão bonito acabasse incendiado pela minha falta de habilidade.


O Grande Buda (a maior reprodução de um buda sentado).
 A minha perdição não foram os casinos, mas sim os mercados. Poderia ter trazido mais metade do mercado para casa, pois havia por onde escolher e como regatear. Acabei por trazer só o essencial e fiz render todos os dólares que me ardiam no porta-moedas.
 (Lady's Market)
A comida teria de ser forçosamente diferente, mas era um desafio à medida do meu aventureiro paladar. Umas vezes correu melhor do que outras, mas fiquei completamente rendida ao "Sago Mango" que é tapioca em leite de coco com pedaços de manga. Trouxe tapioca de lá para experimentar fazer em casa. (Mizu Dessert House)




"A Pátria honrai que a Pátria vos contempla" passando isto começava a China (a verdadeira) mas ao pensar que a Pátria me estava a contemplar, senti-me um pouco incomodada, quase num Big Brother sem concurso nem prémio.(Fronteira para Zuhai)
As gentes locais adoram marcas e daquelas com muitos zeros. Há uma Chanel ao dobrar da esquina, um boteco da Gucci e uma tasca do Christian Dior. A Prada tem a banca ao lado do chafariz e  a Agnes B. está ao lado da do Rolex por de trás do coreto. Tanto luxo aparente incomodou-me e tive de sair dali. (Centro Comercial Elements) 
O último dia fui a Stanley e que belo final de viagem. Calmo e marítimo. Não poderia ter pensado em jornada final mais apoteótica.

4 comentários:

Ana disse...

Que viagem :) em todos os sentidos. Beijinhos*

Calíope disse...

Foi mesmo! :)

estela disse...

:))) que fotos!!!
honram a pátria que é a língua que somos :) e honram a vida que é soma de viagens e honram o teu olhar!!!

Obrigada pela partilha. destas fotos. de todas as fotos. de ti :)
bjs

Calíope disse...

Estela: Hmm?!
Se a pátria é a língua
E a língua somos nós,
Logo eu sou um bocadinho de pátria!

Se der para escolher, posso ser uma parte com muito sol e prais?! :D